Descrição
Ao longo de vinte e seis textos, aqui Soldos tratados, o autor leva-nos por vários caminhos, onde a ficção e a realidade de braço dado andam. Todos, um lugar comum têm. A aldeia de Cem Soldos, parte da memória do narrador ante as suas vivências, às quais chama as de seu natal berço, cruzando-as, ampliando, desta forma, a intensidade do sentido. Memórias e o que estas espoletam no narrador que nos apresenta um povo humanista, num território que semeia e colhe valores que dão coesão ao espírito de comunidade e dignidade.
(…) A memória encontra aqui a delicadeza das palavras.” (Luís Sousa Ferreira)
(…) é um verdadeiro escritor humanista, prontíssimo para o risco que é a depuração da Língua e o fortuito destilar de algo inusitado.” (João Pedro Porto)“(…) os seus temas estão revestidos da transparência da universalidade e da transversalidade que faz de qualquer texto, de qualquer escritor e de qualquer arte aquilo que ela é: humana e aberta.
(…) toda a narrativa de José Gonçalves gira em torno de duas metáforas que não se excluem, antes complementam-se: a aldeia e a casa, ambas como lugares que representam o Universo.” (José Vieira)

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